O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos suspendeu o programa especial que autorizava viagens sem visto para cidadãos chineses nas Ilhas Marianas do Norte. A determinação foi anunciada em 27 de outubro e passa a vigorar em 30 de outubro, após publicação no Federal Register.

A rota suspensa corresponde ao Programa de Autorização de Viagem para Vitalidade Econômica e Segurança das Ilhas Marianas do Norte. Criada para incentivar o turismo e apoiar a economia local, a iniciativa passou a gerar preocupações ligadas à segurança nacional, aplicação da lei e controle migratório.

Motivos da suspensão

Conforme dados oficiais, mais de 3 mil cidadãos chineses utilizaram essa autorização especial durante o ano fiscal de 2025. O governo americano apontou riscos específicos associados a essa circulação:

  • prática de turismo de parto no território;

  • possibilidade de deslocamento ilegal para a ilha vizinha de Guam;

  • riscos potenciais à segurança perto de instalações militares sensíveis.

Com a nova regra, visitantes chineses que desejam viajar a negócios ou lazer para as Ilhas Marianas do Norte necessitam de um visto americano de não imigrante, salvo exceções legais. Viajantes que já se encontram no território sob as regras anteriores podem concluir a estadia autorizada, mas deverão solicitar visto para visitas futuras.

A restrição não representa uma proibição geral de entrada para chineses nos Estados Unidos. O governo optou por interromper esse canal específico de viagem enquanto avalia os riscos envolvidos.

Ações contra o turismo de parto

A decisão nas Ilhas Marianas do Norte integra uma série de ações do governo de Donald Trump contra abusos migratórios. Em 10 de junho, o Departamento de Estado revogou mais de 100 vistos no oeste da África e outros 100 no norte africano, após identificar redes que utilizavam documentos falsificados e intermediários para orientar candidatas a terem filhos em território americano para obter a cidadania dos bebês.

Em julho, a Embaixada dos Estados Unidos na Nigéria alertou que pedidos de visto de turismo podem ser recusados caso agentes consulares concluam que o objetivo principal da viagem é o nascimento de crianças no país.

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No dia 23 de setembro, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou restrições adicionais de visto contra indivíduos e intermediários que participam conscientemente de redes comerciais voltadas a essa finalidade ou ajudam solicitantes a cometer fraudes desse tipo.


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