O Juizado de Garantias N°6 de La Plata concedeu prisão domiciliar para Albertina Mangini. A ex-funcionária judicial responde a processo por envolvimento em um esquema de captura de dados biométricos de pessoas vulneráveis para movimentação de valores ilícitos.

A transferência não ocorre de forma imediata da Alcaidía Departamental Roberto Pettinato. De acordo com a decisão judicial citada pelo "Infobae", o benefício depende da confirmação técnica para instalar tornozeleira eletrônica e GPS no apartamento indicado em La Plata.

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  • fiscalização periódica do Patronato de Liberados da província de Buenos Aires;

  • proibição total de contato com a denunciante, testemunhas e corréus por mensagens, redes sociais, telefone ou terceiros;

  • revogação imediata da medida caso ocorra qualquer descumprimento das determinações judiciais.

Condições de saúde e justificativa jurídica

A defesa liderada pelos advogados Alfredo J.M. Gascón, Miguel Ángel Molina e Alfredo Gascón apontou falta de remédios na prisão, histórico de ansiedade e ideação suicida. Laudos médicos registraram índice de massa corporal de 16,6, perda de peso, redução muscular, depressão e transtorno alimentar prévio.

A promotora Betina Lacki contestou a liberação ao apontar perigo de fuga e risco para a análise de provas digitais pendentes. Lacki afirmou que a detenta já recebia suporte médico, nutricional, farmacológico e psiquiátrico na unidade prisional.

O juiz Catriel Taubenschlag avaliou que medidas alternativas contêm os riscos processuais. O magistrado destacou que a acusada tem residência fixa, suporte familiar, ficha limpa e perdeu o acesso às funções públicas que exercia antes da detenção.

Origem da apuração e valores movimentados

O caso começou após o relato de uma funcionária de limpeza do Patronato de Liberados. A mulher recebeu 80 mil pesos para fornecer documentos e imagens do rosto com a promessa de escaneamento de íris, descobrindo contas em seu nome durante um trâmite previdenciário.

A apuração aponta a abertura de contas bancárias e carteiras digitais usadas no fluxo financeiro de apostas clandestinas. Também foram detidos no mesmo processo o financista Ignacio Leonel Marchioni e o empresário Mauro Perrotta.

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Perícias focadas em operações atribuídas a Marchioni identificaram transações de pelo menos 27 bilhões de pesos, valor correspondente a quase 18 milhões de dólares. A prisão preventiva de Mangini ocorreu em 16 de setembro por associação ilícita e fraude mediante uso indevido de dados, sem elementos para acusação de lavagem autônoma de capitais.


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