Putin diz estar disposto a um acordo com a Ucrânia, mas aponta uma discussão mais ampla sobre segurança que envolve os dois países e também o futuro da Europa
Líder russo destaca encontro com emissário dos EUA e propõe novos caminhos para a segurança comum; veja o que muda no cenário global agora
compartilhe
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira que está disposto a chegar a um acordo com a Ucrânia. A manifestação ocorreu após consultas realizadas nesta semana pelo emissário da Casa Branca com as duas partes envolvidas no conflito armado.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Em entrevista concedida à televisão pública, o líder do Kremlin enfatizou a proximidade entre as duas populações ao justificar a busca por entendimento: "agora também estamos dispostos a chegar a um acordo e buscar uma saída a esta difícil e complexa situação, no sentido de que se trata de um povo que nos é muito próximo".
Leia Mais
Zelensky pede paz duradoura antes do encontro de Putin com emissários americanos
Putin e Zelensky indicam que estão prontos para se reunir, após conversas com Trump
Kremlin diz que encontro entre Putin e Zelensky deve ser 'bem preparado'
O governante destacou que futuras negociações voltadas à segurança mútua após o término dos confrontos precisam atingir um alcance mais abrangente. Para Putin, o processo de diálogo deve incluir formalmente discussões sobre a arquitetura de segurança europeia.
Reunião em São Petersburgo
O tema entrou na pauta durante um encontro realizado na quarta-feira em São Petersburgo com o emissário da Casa Branca, Steve Witkoff. As declarações foram detalhadas pelo chefe russo em entrevista noturna na televisão estatal ao apresentador Pável Zarúbin, comunicador que possui acesso ao presidente.
Segundo Putin, o representante norte-americano apontou a relevância de expandir as tratativas diplomáticas: "recalcou que se forem abordadas questões relacionadas com a segurança futura tanto da Ucrânia como da Rússia, então, naturalmente, também será necessário falar da arquitetura de segurança europeia".
O líder russo declarou concordância com o ponto apresentado por Witkoff para o prosseguimento das conversações entre os países.
Crítica a alertas de confronto
Durante a transmissão televisiva, Putin rejeitou os discursos que mencionam um perigo bélico vindo de Moscou, classificando esses alertas como manifestações de "esquizofrenia política".
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O mandatário criticou as alegações sobre preparativos militares direcionados ao país: "agora começaram a falar constantemente da ameaça da Rússia e do início dos preparativos para uma guerra com a Rússia, o que, na minha opinião, é uma espécie de esquizofrenia política. Mas espero que isso também passe".