Quase 140 migrantes morrem em naufrágio em embarcação com direção ao Iêmen
Segundo sobreviventes, embarcação transportava 305 pessoas do Djibuti para o Iêmen e virou perto de Guhere, ao norte da cidade de Obock
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Pelo menos 109 migrantes, entre eles 15 crianças, morreram e 116 continuam desaparecidos após o naufrágio de uma embarcação na noite de 8 para 9 de outubro nas costas do Djibuti, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) neste domingo (11/10).
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Segundo os sobreviventes, a embarcação, que transportava 305 pessoas do Djibuti para o Iêmen, virou perto de Guhere, ao norte da cidade de Obock, informa um comunicado da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
O Djibuti margeia o Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Golfo de Aden ao Mar Vermelho e por onde transita uma parte importante do comércio entre a Ásia e a Europa.
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A passagem marítima tornou-se ainda mais importante, especialmente para as exportações de petróleo saudita, desde o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irã, do outro lado da Península Arábica.
"Nossas equipes estão em campo, com as autoridades locais, para prestar ajuda de emergência. Esta tragédia nos lembra de forma brutal os perigos aos quais os migrantes estão expostos ao longo desta rota migratória", declarou Alexandre Coissac, chefe de missão da OIM no Djibuti.
Entre os 109 corpos encontrados, estão 52 homens, 42 mulheres, nove meninas e seis meninos. Mais de 80 pessoas sobreviveram ao naufrágio, todas de nacionalidade etíope, segundo a OIM.
"Todos os anos, dezenas de milhares de migrantes procedentes da região do Chifre da África passam por Djibuti e atravessam o Estreito de Bab el-Mandeb para chegar ao Iêmen, com a esperança de alcançar os países do Golfo em busca de segurança, estabilidade e emprego", acrescentou a OIM.
"A pobreza, a insegurança e as consequências cada vez maiores da mudança climática levam muitos deles a empreender esta viagem, apesar da crescente instabilidade no Oriente Médio", inclusive no Iêmen, ressalta a organização.
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A OIM alertou no início de setembro que mais de 2.000 pessoas fugiram do Iêmen para o Djibuti em poucos dias, devido aos combates entre as forças governamentais e os rebeldes houthis.