PROPOSTA

Analista aceita emprego dos sonhos com salário 10 mil abaixo do atual após oferta ser reduzida duas vezes

Jovem recebe proposta do emprego dos sonhos com salário 20k abaixo do esperado; entenda os fatores que a fizeram aceitar a oferta e seguir a paixão

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Uma analista financeira de 23 anos decidiu trocar um salário-base de 80 mil anuais por um de 70 mil para trabalhar na empresa em que sempre quis estar: uma grande rede de hospitais sem fins lucrativos. A decisão, anunciada em 25 de setembro, encerrou um processo seletivo de um mês e cinco entrevistas, no qual a proposta salarial foi reduzida duas vezes. O caso foi relatado por ela no fórum r/careerguidance, do Reddit.

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Formada há um ano, a jovem trabalha em uma empresa de finanças de pequeno a médio porte, onde recebe 90 mil no total. Ela diz não ter perspectiva de crescimento ali, já que os colegas ocupam os mesmos cargos há anos, e conta estar emocionalmente desligada do trabalho. Ela estudou saúde e analytics e vinha tentando voltar ao setor, o que descreve como difícil diante da incerteza atual na área.

Da faixa de 85 a 90 mil para 70 mil

A oportunidade surgiu por meio de um contato na rede hospitalar, um especialista que está montando uma equipe e a convidou para uma entrevista. A vaga anunciava remuneração entre 75 mil e 95 mil. Antes das entrevistas, o RH informou que, para ela, o valor ficaria entre 85 mil e 90 mil.

Ao fim do processo, a oferta verbal foi de 80 mil, sem margem para negociação. Como o valor igualava seu salário-base, ela aceitou. Uma semana depois, ainda sem a carta de oferta, recebeu uma ligação do gestor: o RH havia determinado que, por fatores como experiência e faixas salariais internas, o teto para a posição era de 70 mil.

Segundo o relato, o gestor estava visivelmente chateado. Ele disse ter levado o caso à alta administração, que manteve o limite, e chegou a propor que a diferença fosse descontada do próprio salário. Também se comprometeu, caso ela recusasse, a buscar entrevistas para outras vagas na empresa ou a acionar sua rede de contatos.

A candidata afirmou ter se sentido usada e desrespeitada pelo processo, embora tenha elogiado as pessoas com quem trabalharia. Ela pesou o fato de não ter dificuldades financeiras, já que o aluguel é praticamente sua única despesa, contra a sensação de retrocesso, agravada por vir de uma família que descreve como extremamente focada em dinheiro. A vaga, segundo ela, recebeu 500 candidaturas em menos de dois dias.

O desfecho

Depois de uma semana que definiu como cansativa, ela aceitou. Contou ter percebido o que queria ao notar que se sentia atraída pelos comentários que a incentivavam a ir.

O salário ficou em 70 mil, mas o gestor conseguiu um bônus de retenção de 5 mil. Ele também informou que um novo departamento sob sua supervisão terá cargos com salários mais altos e prometeu apresentá-la ao diretor para avaliar uma transferência. O pacote inclui ainda 30 dias de folga remunerada por ano, o que ela chamou de surpresa agradável.

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A jovem disse concordar com as críticas à conduta da empresa, mas avalia que aprenderá muito com a equipe e que poderá seguir adiante em um ou dois anos com experiência relevante no setor. Ela prometeu publicar atualizações periódicas sobre o resultado da escolha.


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