Um forte terremoto na costa da Rússia em julho de 2025 "despertou" o vulcão Krasheninnikov, que não entrava em erupção desde aproximadamente 1550. Após o tremor, o vulcão começou a expelir uma grande quantidade de lava e material rochoso derretido.
A missão NISAR, uma parceria da NASA com a agência espacial da Índia, monitora as mudanças na paisagem provocadas pela atividade vulcânica. As duas agências utilizam o satélite NISAR, equipado com tecnologia de radar, para acompanhar a evolução da erupção.
O equipamento passa sobre o vulcão duas vezes a cada 12 dias e consegue registrar imagens detalhadas mesmo durante a noite ou quando a região está coberta por nuvens. Com os registros feitos ao longo dos meses, os cientistas produziram um vídeo acelerado, conhecido como time-lapse.
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Nas imagens, é possível observar a lava preenchendo a parte mais profunda do vulcão e, em seguida, transbordando pela encosta em forma de leque.
A divulgação das imagens levou o termo “vulcão” à lista dos mais buscados no Google Brasil. De acordo com o Google Trends, foi registrado um aumento de 800% nas buscas nas últimas 24 horas.
Imagens de micro-ondas
O satélite não registra imagens convencionais. Ele envia milhares de sinais de micro-ondas por segundo em direção à superfície da Terra e mede como eles atingem o solo e retornam.
Depois, um computador processa essas informações para ajustar o foco e transformar os dados captados pelo radar em imagens de alta resolução. Nelas, a lava aparece mais clara do que a neve e o terreno ao redor.
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Isso ocorre porque o sinal do radar é refletido com maior intensidade pela superfície formada pelo material vulcânico. Além do principal fluxo de lava, que segue em direção ao leste, as imagens também revelaram outro caminho de material vulcânico a noroeste.
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A descoberta indica que o vulcão já havia começado a liberar lava antes mesmo de o satélite registrar a primeira imagem.
