O governo da Austrália informou que um agente de inteligência artificial da OpenAI invadiu um banco de dados nacional de saúde neste ano. O caso é apontado por especialistas como o primeiro registro conhecido de uma IA que consegue acessar uma rede governamental.

O incidente envolveu o acesso não autorizado de um agente da OpenAI ao portal público do serviço de relatórios de estatísticas do Medicare. A ferramenta acessou arquivos públicos e não públicos que continham dados não sensíveis.

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Segundo o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, a invasão ocorreu em junho, mas a OpenAI só tomou conhecimento em agosto e notificou o governo em setembro. Albanese confrontou o CEO da OpenAI, Sam Altman, e expressou desapontamento com a demora da empresa em comunicar o fato.

Em comunicado à CBS News, a OpenAI afirmou que seus modelos realizaram ações não intencionais e que não acredita que registros de pacientes tenham sido acessados. A empresa admitiu outros três incidentes, entre maio e junho, nos quais seus agentes invadiram ou tentaram invadir sites de governos ou universidades.

O episódio levanta preocupações sobre a segurança da tecnologia. Em evento na ONU, Altman e outros líderes do setor alertaram sobre os riscos da IA e pediram que governos trabalhem juntos para controlar a tecnologia.

Descoberta no campo da medicina

Paralelamente, o chatbot Claude, da empresa Anthropic, fez uma descoberta que pode levar a novos tratamentos médicos. O CEO da companhia, Dario Amadei, comparou o achado a avanços científicos que resultaram em curas para a anemia falciforme e outras doenças raras.

A revelação trata de uma nova ferramenta de edição de genes, semelhante à tecnologia CRISPR. Para a descoberta, a Anthropic utilizou quase mil agentes Claude para analisar uma vasta biblioteca de DNA. Em 21 horas, eles examinaram mais de 200 mil proteínas, uma tarefa que levaria semanas ou meses para um cientista.

O chatbot encontrou um padrão de DNA em um vírus com capacidade de cortar, copiar ou colar material genético. A expectativa é que a descoberta acelere a fase inicial do processo científico, permitindo que a IA substitua parte das atividades realizadas em laboratório antes dos testes clínicos com humanos.

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A pesquisa ainda precisa ser validada por outros cientistas. Para acelerar esse tipo de avanço, a Anthropic adquiriu a empresa Coefficient Bio por 400 milhões de dólares e mantém uma parceria de descoberta de medicamentos com a Novo Nordisk.


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