Um grupo de 31 congressistas dos Estados Unidos acusa a gestão de Donald Trump de tentar pressionar instituições brasileiras e colocar em risco a parceria estratégica entre os dois países. A denúncia foi formalizada em um documento enviado nesta quinta-feira (29).
Na carta, os políticos exigem que os EUA assumam o compromisso de reconhecer e aceitar o resultado das eleições brasileiras, marcadas para outubro.
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Ações listadas no documento
Os congressistas citam uma série de ações que, segundo eles, configuram a pressão americana. Entre as principais estão:
as duas edições do tarifaço contra os produtos brasileiros;
as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e outros membros da corte e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva;
a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Os autores da carta condenam o uso de tarifas e sanções como forma de retaliação e pressão sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. Eles também questionam os critérios legais usados para aplicar a Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
“As ações do governo Trump constituíram uma violação extraordinária da soberania nacional do Brasil e uma tentativa flagrante de pressionar as autoridades brasileiras em relação a um processo judicial em andamento”, diz o documento.
Segundo o grupo, as medidas foram tomadas ignorando propostas de cooperação bilateral feitas pelo governo Lula. A decisão também alimenta temores de sanções financeiras ou até de intervenção militar, com base em declarações da então porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sobre o "poderio militar" dos EUA.
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O documento lembra ainda a recusa de visto a dois oficiais do Departamento de Estado, Riley Barnes e Samuel Samson, pelo Itamaraty. A diplomacia brasileira alegou que a dupla tinha a intenção de colocar em dúvida a integridade do sistema eletrônico de votação.
