Lula critica Flávio Bolsonaro por pedir aos EUA que "adiem" para depois das eleições novas tarifas ao Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira (2) seu rival eleitoral Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por pedir aos Estados Unidos para adiar até depois das eleições presidenciais de outubro uma eventual aplicação de novas tarifas ao Brasil.
Donald Trump decidirá até o próximo dia 15 se vai aplicar tarifas comerciais de 25% sobre vários produtos brasileiros, uma medida que Lula atribui a movimentações de Flávio junto à Casa Branca, o que o senador nega. O presidente americano apoiou outros candidatos de direita na América Latina e é aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da pátria", publicou Lula no X, após Flávio pedir ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) a suspensão da aplicação das tarifas.
"As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna", aponta Flávio Bolsonaro em um documento enviado ao USTR.
O senador sugeriu que "adiar a implementação para depois das eleições" evitaria que o tarifaço fosse interpretado "como uma tentativa de influenciar o resultado" da votação. Ele disse que participará, no próximo dia 6, de uma audiência pública do USTR para "defender o Brasil" da imposição das tarifas.
Após receber Lula em maio, Trump reuniu-se com Flávio e o elogiou. Dias depois, os Estados Unidos designaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), os dois maiores grupos brasileiros ligados ao narcotráfico, como organizações terroristas e anunciaram as possíveis tarifas, duas medidas criticadas pelo governo brasileiro.
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