A avalanche na fronteira entre China e Nepal em 26 de agosto provocou a morte de pelo menos 1.252 pessoas do lado nepalês, quase 50 a mais do que no balanço anterior, informou o órgão de gestão de desastres do país nesta quinta-feira (3/9).
Do lado chinês, a imprensa estatal informou que 21 pessoas morreram na região autônoma do Tibete, o que eleva o balanço total do desastre a 1.273 vítimas fatais.
O número de desaparecidos no Nepal continua em 4.216 e as operações de busca e resgate prosseguem, segundo as autoridades. Na China, a imprensa estatal anunciou 541 desaparecidos, o que eleva o total de pessoas não localizadas a 4.757.
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Quase 600 cidadãos estrangeiros de mais de 30 países continuam desaparecidos.
As agências de ajuda do Nepal afirmaram que cogitam mobilizar carregadores para auxiliar os distritos mais afetados próximos à fronteira com a China.
Considerados por muito tempo a espinha dorsal das expedições de trekking e montanhismo no Nepal, os carregadores são conhecidos por transportar mochilas pesadas durante dias por trilhas íngremes e em condições difíceis.
"A beleza do seu país é que conta com carregadores. Por isso também precisamos recorrer a meios tão simples para fazer a ajuda chegar o mais rápido possível", declarou à imprensa Lila Pieters Yahia, coordenadora residente da ONU para o Nepal, que está em Katmandu.
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Soldados do Exército nepalês e equipes de resgate, incluindo especialistas estrangeiros, prosseguiram nesta quinta-feira com a busca por sobreviventes que as autoridades temem que permaneçam presos em vários túneis de centrais hidrelétricas.
