Primeiro-ministro do Nepal cobra medidas climáticas após catástrofe no Himalaia
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O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que o deslizamento devastador ocorrido na semana passada no Himalaia “não foi um evento comum”, mas sim provocado pelas mudanças climáticas, e exigiu ações internacionais.
A enorme onda de água gelada e detritos, desencadeada pelo colapso de uma geleira na fronteira entre China e Nepal, deixou mais de 930 mortos e cerca de 4.500 desaparecidos. Katmandu advertiu que os custos de reconstrução podem chegar a “bilhões de dólares”.
“A enchente do rio Bhote Koshi, em Rasuwa, não foi uma enchente comum”, declarou o premiê em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (31). “Foi um dos desastres mais graves da região, provocado por uma avalanche de neve e gelo na região do Himalaia.”
Embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara, as mudanças climáticas estão provocando o derretimento de geleiras em todo o mundo, aumentando o risco desse tipo de catástrofe. Cientistas apontam que o Himalaia, a cadeia de montanhas mais alta do planeta, está descongelando mais rapidamente à medida que as temperaturas globais aumentam.
“Este incidente indica que os riscos que enfrentamos na região do Himalaia estão aumentando em paralelo às mudanças climáticas”, afirmou Shah. “Portanto, esta região deve permanecer em alerta”, acrescentou.
O Nepal, um país predominantemente rural de 30 milhões de habitantes, contribuiu muito pouco para as emissões responsáveis pelo aquecimento global, geradas principalmente por nações ricas e industrializadas, mas está sofrendo suas consequências.
Shah ressaltou que o Nepal deve levar seu caso à comunidade internacional. “Agora é o momento de apresentarmos com firmeza à comunidade internacional a questão dos desastres que estamos sofrendo como resultado das mudanças climáticas”, declarou.
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