Cruz Vermelha diz que não tem acesso a prisioneiros de guerra na Rússia desde 2024
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O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) não tem acesso a prisioneiros de guerra detidos na Rússia desde 2024, informou a organização à AFP nesta quarta-feira (23), confirmando uma reportagem da BBC.
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"De fevereiro de 2022 a agosto de 2026, o CICV visitou mais de 9.800 prisioneiros de guerra de ambos os lados envolvidos no conflito armado internacional entre Rússia e Ucrânia, principalmente na Ucrânia", explicou um porta-voz do CICV.
O direito do CICV de visitar todos os prisioneiros de guerra, independentemente de onde estejam detidos, no contexto de conflitos armados internacionais, decorre das Convenções de Genebra e do direito internacional humanitário.
"Até o momento, o CICV não tem acesso irrestrito a todos os prisioneiros de guerra" relacionados à guerra na Ucrânia, enfatizou o porta-voz.
"Visitamos prisioneiros de guerra e civis detidos na Ucrânia. Na Rússia, nossa última visita foi em 2024, e estamos tentando retomar o acesso aos centros de detenção para que possamos visitar aqueles que estão privados de sua liberdade, incluindo prisioneiros de guerra, de acordo com nosso mandato", afirmou.
O CICV busca verificar se o tratamento dado aos detidos e suas condições de detenção são compatíveis com os marcos jurídicos internacionais. Com base nessas visitas, a organização comunica suas observações de forma confidencial e no âmbito de um diálogo bilateral com as autoridades competentes.
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