Petróleo recua ante perspectiva de normalização dos fluxos sauditas
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Os preços do petróleo fecharam em queda, nesta sexta-feira (18), diante das expectativas de uma retomada progressiva dos fluxos através do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita.
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O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em novembro recuou 0,91%, a 103,87 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em outubro, retrocedeu 1,58%, a 100,30 dólares.
Os preços do ouro negro encerraram a sessão em baixa pela terceira vez consecutiva e o Brent, referência internacional, acumula perdas próximas de 3% desde o começo da semana.
"Esta queda se deve quase por completo às informações da imprensa, segundo as quais a Arábia Saudita tem a intenção de restabelecer, nos próximos dias, a capacidade do oleoduto Leste-Oeste em pelo menos 50%", disse Norman Liebke, analista do Commerzbank.
Esta infraestrutura segue paralisada após os ataques com drones da semana passada. O oleoduto se tornou essencial desde o início do conflito no Oriente Médio para escoar pelo Mar Vermelho grande parte das exportações da Arábia Saudita devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, situado do outro lado da península arábica.
"Se as operações chegarem efetivamente a ser retomadas, como foi anunciado, os preços do petróleo poderiam registrar nova queda, ainda mais pronunciada", destacou Liebke.
Durante a sessão, a queda das cotações foi atenuada por informações da imprensa, segundo as quais a Arábia Saudita não poderia fornecer petróleo bruto a seus clientes europeus no próximo mês.
A Aramco, empresa petroleira nacional do reino, "informou ao menos a dois clientes europeus (...) que não lhes seria entregue nenhuma carga de petróleo bruto", informou a Bloomberg. Segundo fontes da agência, a decisão se aplica a todos os compradores europeus.
Quanto aos combustíveis, os preços seguem aumentando.
Nos Estados Unidos, o diesel alcançou, nesta sexta-feira, um preço recorde para o público, com média de 6,4476 dólares por galão (3,78 litros), segundo a associação automobilística americana AAA.
O preço médio deste combustível usado para o transporte superou, nesta sexta-feira, 2,39 euros (2,73 dólares) na França, um novo máximo, segundo analistas da AFP.
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