Internacional

ONU realiza terceira votação informal para escolher novo secretário-geral

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O Conselho de Segurança da ONU se reuniu, nesta sexta-feira (18), para voltar a avaliar a popularidade dos candidatos a comandar a organização, enquanto os líderes mundiais se preparam para seu grande encontro anual, a Assembleia Geral em Nova York.

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Os resultados da votação indicativa secreta, que durou mais de uma hora, ainda não foram divulgados.

O embaixador da França na ONU e presidente rotativo do Conselho, Jerome Bonnafont, limitou-se a declarar que "foi realizada a terceira rodada de votações exploratórias".

As duas primeiras rodadas de consultas informais não apontaram um favorito claro, e oito candidatos disputam a sucessão do secretário-geral António Guterres, cujo mandato termina no fim de dezembro.

Vários membros do Conselho manifestaram o desejo de que, pela primeira vez, uma mulher comande a ONU.

A ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana Carolyn Rodrigues-Birkett liderou por uma pequena margem a segunda rodada do processo secreto. A ex-ministra costa-riquenha Rebeca Grynspan ficou em segundo lugar, e o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), terminou em terceiro.

Completam o grupo de candidatos a ex-presidente chilena e ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos Michelle Bachelet, a ex-chanceler equatoriana María Fernanda Espinosa, o proeminente diplomata ugandense Olara Otunnu, o ex-presidente senegalês Macky Sall e a diplomata e ex-ministra do Comércio do Equador Ivonne A-Baki.

Especula-se que um candidato de consenso possa entrar na disputa a pedido dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança com poder de veto: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

Mesmo que um candidato obtenha os nove votos necessários entre os 15 membros do Conselho de Segurança, também precisa evitar o veto de qualquer uma das cinco grandes potências, que estão profundamente divididas.

Depois que um candidato superar esses obstáculos, seu nome será submetido à Assembleia Geral, na qual todos os membros da ONU estão representados, para confirmação.

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