Justiça francesa condena 13 pessoas por obrigar mulheres colombianas a se prostituir
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A Justiça francesa condenou, nesta sexta-feira (18), 13 membros de uma rede que obrigava mulheres a se prostituírem a penas de até 10 anos de prisão, após recrutá-las na Colômbia com a promessa de um emprego na área de limpeza ou na hotelaria.
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A organização hospedava jovens em apartamentos e hotéis alugados no sul da França e na Espanha, confiscava seus passaportes e as obrigava a pagar uma "taxa de entrada" de 1.500 euros (cerca de 8,8 mil reais).
As mulheres também tinham que assinar um "regulamento interno" que previa um regime de castigos e multas, e eram obrigadas a pagar por tudo: alimentos, preservativos e até mesmo cocaína rosa que a rede as incentivava a consumir.
Por esses fatos, um tribunal de Marselha, no sudeste da França, condenou 13 pessoas, entre elas seis colombianos, a penas que vão de dois anos de prisão condicional a até 10 anos de prisão.
A maior condenação foi para o líder da rede, Alejandro Lara Quesada, um homem de 38 anos que foi expulso em 2007 da Legião Estrangeira francesa e que, durante o julgamento, afirmou que as mulheres eram "tratadas como princesas".
"Querem nos fazer acreditar no Paradise Club, onde as garotas supostamente teriam liberdade de escolha, mas a realidade é que elas só ficam com migalhas e são tratadas como mercadoria", afirmou a promotora na quarta-feira (16).
Segundo o depoimento das vítimas, vários homens as vigiavam nos apartamentos e quando saíam para rua. Algumas denunciaram atos de violência e até mesmo estupro cometido por membros da rede.
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