Banco da França põe à venda histórica sede da Casa da América Latina em Paris
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O Banco da França pôs à venda por 100 milhões de euros (594,6 milhões de reais) dois palacetes que abrigam a sede da Casa da América Latina em Paris, informou a instituição monetária à AFP nesta terça-feira (15).
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Fundada há quase 80 anos para promover as relações entre a França e os países latino-americanos, a Casa da América Latina, administrada pela associação Affal, tem sua sede desde 1965 em dois palacetes do século XVIII, de propriedade do Banco da França, no exclusivo bulevar Saint-Germain, no centro de Paris.
"O Banco da França decidiu, com uma perspectiva de boa gestão imobiliária, ceder este conjunto imobiliário por mandato de seu conselho geral", declarou a instituição, confirmando uma informação publicada pelo veículo La Lettre.
A instituição monetária usava parte destes locais, mas "há dez anos" não tem mais funcionários neste complexo e, portanto, "não é [sua] vocação conservar estes dois palacetes, cujo custo de manutenção e de renovação seria muito elevado", explicou.
Sobre a continuidade da Casa da América Latina, "nada obriga os possíveis compradores a se comprometerem a manter dentro do recinto a associação Affal", que atualmente aluga os palacetes, segundo esta fonte.
O preço inicial de venda foi fixado em 100 milhões de euros, pois, em vista do estado dos edifícios, estima-se que os trabalhos de renovação custariam "entre 50 e 60 milhões de euros" (entre 297 e 356,5 milhões de reais), segundo a instituição monetária.
No fim de junho, o Banco da França encarregou a imobiliária americana CBRE da gestão da operação para garantir um "processo de venda totalmente transparente e justo", informou.
A empresa deve apresentar no fim de outubro as ofertas de compra ao Banco da França, que assegurou que até o momento "cerca de vinte grupos [interessados] pediram para visitar" o complexo.
A Casa da América Latina é o epicentro cultural desta região de Paris, mas o espaço, especialmente apreciado pelas esquerdas francesa e latino-americana, foi alvo de críticas nos últimos anos.
Entre as principais está o aluguel de suas instalações pela Affal para eventos privados não relacionados com sua missão inicial, entre eles atos de políticos de extrema direita franceses, como Jordan Bardella e Éric Ciotti.
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