Internacional

China faz apelo aos Estados Unidos contra 'guerra' no espaço

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A China fez um apelo nesta terça-feira (15) ao governo dos Estados Unidos a "deixar de se preparar para a guerra" no espaço, depois que a Força Espacial americana confirmou ter colocado armas em órbita pela primeira vez.

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Os dois países são rivais geopolíticos e buscam ampliar sua presença estratégica no espaço.

A Força Espacial dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira que havia colocado "armas de controle espacial em órbita capazes de defender (...) contra ações hostis de adversários". A agência não revelou detalhes.

O Ministério das Relações Exteriores da China advertiu contra a "militarização do espaço sideral, transformando-o em um campo de batalha, assim como contra uma corrida armamentista nesta áreaa".

"Instamos o lado americano a parar de ampliar suas capacidades militares e de se preparar para a guerra no espaço sideral", declarou o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, em uma entrevista coletiva.

Ao fazer o anúncio, a Força Espacial dos Estados Unidos citou a China como uma ameaça. Pequim "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar", afirmou.

Também mencionou a Rússia, outro rival geopolítico, sobre a qual disse que "considera o espaço um domínio de combate e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em conflitos futuros".

A militarização do espaço é tão antiga quanto a própria corrida espacial. Assim que o satélite soviético Sputnik foi colocado em órbita, em 1957, Washington e Moscou começaram a explorar formas tanto de armar quanto de destruir estes aparelhos.

A maior preocupação naquela época eram as armas nucleares no espaço, mas as superpotências e outros países assinaram o Tratado do Espaço Sideral em 1967, que proíbe armas de destruição em massa em órbita.

Desde então, Rússia, Estados Unidos, China e Índia têm desenvolvido formas de conduzir operações militares no espaço sem violar o tratado, incluindo capacidades para atacar os satélites de países rivais, fundamentais para comunicações militares, vigilância e sistemas de navegação.

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isk-dhw/rox/mjw/mas/erl/fp

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