Líder de extrema direita australiana provoca indignação ao chamar indígenas de 'primitivos'
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A líder de extrema direita australiana, Pauline Hanson, provocou indignação nesta segunda-feira (14) ao descrever os povos indígenas do país como a "raça mais primitiva da Terra".
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Considerado durante muitos anos uma legenda política marginal, o partido One Nation, ao qual Hanson pertence, registrou uma forte ascensão neste ano e se tornou um dos mais populares do país, segundo as pesquisas de opinião.
Em uma entrevista concedida a um podcast no ano passado e que voltou a ser divulgada pela imprensa nesta segunda-feira, a senadora pelo estado de Queensland foi questionada sobre o ensino da história dos indígenas australianos nas escolas.
"Que diabos eles fizeram neste país por, você sabe, supostamente 60.000 anos?", questionou. "Eles nunca inventaram a roda. Não havia nada lá", acrescentou.
"O que é que nós estamos realmente enaltecendo? Algumas, sabe, pinturas rupestres. Desculpe, eles são a raça mais primitiva da Terra. Eles não conseguiram nada", completou.
As declarações de Hanson foram criticadas. A ministra de Assuntos Indígenas, Malarndirri McCarthy, considerou as afirmações "completamente racistas" e "inadmissíveis".
Os povos indígenas, cujos ancestrais vivem no continente há mais de 60.000 anos, têm uma expectativa de vida média cerca de oito anos menor do que o restante da população.
Os indígenas também têm probabilidade muito maior de serem encarcerados ou morrer sob custódia do que outros australianos.
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