Internacional

Justiça do Equador condena ex-presidente Abdalá Bucaram por corrupção

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A Justiça do Equador condenou na quarta-feira (9) o ex-presidente Abdalá Bucaram e seu filho Jacobo a nove anos e quatro meses de prisão pela venda irregular de testes para detectar a covid-19 quando o país enfrentava o pior momento da pandemia.

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Os dois foram apontados como "colaboradores" do crime organizado, informou o Ministério Público ao anunciar a sentença em primeira instância.

O ex-presidente ouviu a decisão por videoconferência de uma clínica em Guayaquil (sudoeste), onde está internado para tratar problemas cardíacos.

O julgamento pela venda irregular de pelo menos 21.000 testes para diagnosticar a covid-19 durou seis anos.

Os autores diretos, identificados como Leandro B. e Sheinman O., foram condenados a 13 anos e 4 meses de prisão.

Outro envolvido no caso foi assassinado dentro de uma prisão em agosto de 2020.

Em 2021, um juiz absolveu o ex-presidente e seu filho, mas, após um recurso do MP contra a decisão, o julgamento foi retomado.

Bucaram foi destituído da presidência durante protestos da população em fevereiro de 1997, seis meses depois de tomar posse. Ele viveu exilado no Panamá durante duas décadas.

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pld/cr/fp

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