Wall Street fecha em baixa, preocupada com os preços da energia
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A Bolsa de Nova York fechou em queda nesta quarta-feira (9), com investidores preocupados com as tensões geopolíticas e com a alta dos preços da energia, fatores que reforçam o risco de uma inflação persistente.
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O índice Dow Jones recuou 0,77%, o Nasdaq caiu 0,64% e o S&P 500 perdeu 0,48%.
"Os mercados financeiros estão preocupados com o aumento sustentado dos preços da energia, que pode voltar a pressionar a inflação e provocar uma série de problemas, especialmente para os bancos centrais, em particular para o Fed, que está sob pressão para reduzir os juros", avaliou Fawad Razaqzada, analista da plataforma de investimentos Forex.com.
O barril de petróleo Brent superou nesta quarta-feira a marca simbólica de US$ 100, enquanto Teerã e Washington continuam trocando ataques e afetando a navegação no Estreito de Ormuz.
O preço do diesel atingiu sucessivos recordes nos últimos dias nos Estados Unidos e chegou, nesta quarta, a uma média de US$ 5,94 por galão, segundo dados divulgados pela Associação Automobilística dos EUA.
O diesel é amplamente utilizado pelos setores agrícola e de transporte no país, o que aumenta o risco de repasses para os preços ao consumidor.
"Se o petróleo continuar subindo, os mercados começarão a prever uma nova alta dos juros por parte dos bancos centrais", afirmou Razaqzada.
"Parece que os preços do petróleo não vão cair tão cedo", advertiu Patrick O'Hare, analista da Briefing.com.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que os preços sofrerão uma forte queda no início de novembro, logo após as eleições legislativas americanas.
Nesse contexto, no mercado de dívida, o rendimento dos títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos continuou avançando e alcançou 4,84% por volta das 20h30 GMT (17h30 no horário de Brasília), ante 3,94% na véspera dos primeiros ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Essa nova alta ocorre enquanto o governo Trump tenta acalmar os mercados. O Departamento do Tesouro anunciou que recomprará até US$ 6 bilhões em títulos de longo prazo até quinta-feira.
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