Confrontos entre rebeldes e forças do governo deixam mais de 60 mortos no Iêmen
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Confrontos entre as forças governamentais do Iêmen apoiadas pela Arábia Saudita e os rebeldes houthis pró-Irã deixaram mais de 60 mortos neste sábado (5), afirmaram fontes médicas e militares à AFP.
Os combates no sudoeste do Iêmen pelo controle do acesso ao mar Vermelho foram retomados após uma sexta-feira sangrenta, com mais de 129 mortos.
Segundo três fontes militares iemenitas, 26 soldados governamentais morreram após horas de confrontos no sudoeste do país.
Fontes médicas e militares houthis relataram, por sua vez, 31 combatentes rebeldes mortos.
Uma fonte médica na cidade de Taiz, controlada pelo governo, afirmou que um ataque com mísseis matou seis civis que viajavam em um ônibus e feriu outros sete. Uma fonte governamental atribuiu este ataque aos houthis.
O veículo seguia por uma estrada que liga Taiz e Áden, onde o governo reconhecido pela comunidade internacional se refugiou depois que os insurgentes tomaram a capital, Sanaa.
"As próximas horas serão decisivas", afirmou um comando militar em Taiz, depois que os rebeldes conquistaram posições próximas à cidade um dia antes.
Ele citou que reforços estão chegando a Áden para responder à ofensiva dos houthis, que buscam cortar o acesso à cidade portuária de Moca e avançar em direção às áreas às margens do estreito de Bab al Mandeb.
Com o fechamento do estratégico Estreito de Ormuz por parte do Irã, Bab al Mandeb ganhou importância para o trânsito do petróleo saudita.
Um comando militar informou à AFP neste sábado que os ataques aéreos realizados pela Arábia Saudita miraram posições recentemente tomadas pelos houthis em Taiz.
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