Tetris se distancia de controverso jogo da Casa Branca contra imigrantes
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A Tetris afirmou nesta sexta-feira (4) que não deu autorização à Casa Branca para usar sua icônica estética em um controverso jogo online lançado pelo governo de Donald Trump na quinta-feira.
“The Tetris Company não participou da criação de ‘Build the Wall’ e não autorizou nem licenciou a marca Tetris ou sua propriedade intelectual para o jogo”, declarou a empresa em comunicado enviado à AFP. “Atualmente estamos analisando o assunto”, acrescentou.
Build the Wall, jogo de empilhar blocos disponibilizado pela Casa Branca em seu site oficial, trazia instruções para “proteger a fronteira da horda que se aproxima”.
O jogo e o material promocional utilizado pelo governo dos Estados Unidos contêm imagens que lembram jogos criados pela Tetris e por outras grandes desenvolvedoras, entre elas Sega, Xbox, da Microsoft, e Flappy Bird Foundation.
“Levamos muito a sério a violação de direitos autorais”, disse a Tetris em uma publicação nas redes sociais.
A Microsoft não respondeu aos pedidos de comentário, e não foi possível contatar imediatamente a Sega Corporation.
A iniciativa do governo americano provocou críticas por seus temas considerados racistas. “Esta administração está absolutamente focada em encontrar formas inovadoras de contar a história das inúmeras realizações do presidente de uma maneira que se conecte com todos os americanos”, afirmou a Casa Branca em comunicado enviado à AFP na quinta-feira.
“Isso me dá náuseas. Eles vêm brincando com a vida das pessoas há anos e agora fizeram um videogame sobre o que estão fazendo”, declarou à AFP Amerika Garcia Grewal, codiretora da Frontera Federation, em Eagle Pass, no Texas.
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smb/mvl/lb/ic