Bombardeio israelense no Líbano deixa três mortos e cerca de vinte feridos
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O Exército israelense intensificou na noite desta sexta-feira (4) seus bombardeios no Líbano, causando pelo menos três mortos e 23 feridos no sul e no leste do país, segundo um balanço provisório do Ministério da Saúde libanês.
Apesar de uma trégua com o movimento pró-Irã Hezbollah, o ministério informou sobre bombardeios noturnos contra cinco localidades, situadas nas regiões meridionais de Tiro e Nabatieh e no Vale do Bekaa, no leste do país.
Esses ataques ocorreram depois que Israel anunciou, na noite de quinta-feira, ter assumido o controle da crista montanhosa de Ali Taher, que servia como posição estratégica do Hezbollah em Nabatieh.
O Exército reforçará agora suas posições no local para "impedir que o inimigo volte a se posicionar na área", declarou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz.
Dois jovens foram "atacados enquanto circulavam de motocicleta" em Nabatieh, informou a agência oficial de notícias libanesa NNA, em um balanço confirmado pelo ministério.
Em Tiro, no povoado de Rmadiyeh, situado a mais de dez quilômetros da fronteira, uma pessoa morreu e outras 15 ficaram feridas, entre elas seis socorristas, três mulheres e duas crianças, em um bombardeio israelense, segundo o ministério.
O ataque teve como alvo uma casa, de acordo com a agência NNA.
Outro bombardeio também atingiu o leste do país, ferindo um sírio no oeste do Vale do Bekaa, informou o ministério.
Os confrontos entre as forças israelenses e combatentes do movimento pró-Irã diminuíram desde junho, após um protocolo de entendimento entre Estados Unidos e Irã e um memorando de entendimento entre Líbano e Israel.
No entanto, as famílias que retornam a Nabatieh aproveitando a trégua acabam "diante de uma destruição generalizada, da ausência de serviços básicos (e) de uma insegurança persistente", lamentou na sexta-feira no X o coordenador humanitário da ONU para o Líbano, Imran Riza, que visitou a região.
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em março, quando lançou foguetes contra Israel em apoio a seu aliado, o Irã.
Israel respondeu com intensos ataques aéreos e uma invasão terrestre que, segundo as autoridades libanesas, deixaram mais de 4.300 mortos.
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