Internacional

Sobreviventes de massacre de 1960 na África do Sul processam o Estado

Publicidade
Carregando...

Advogados de sobreviventes e familiares de vítimas do "massacre de Sharpeville", que expôs a brutalidade do apartheid sul-africano, iniciaram as ações judiciais contra o Estado por uma lei que bloqueia os pedidos de indenização.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Em 21 de março de 1960, a polícia sul-africana abriu fogo contra pessoas que protestavam em frente a uma delegacia na localidade de Sharpeville, resultando oficialmente em 69 mortos e pelo menos 180 feridos.

No entanto, investigações posteriores citadas pelos advogados concluem que ao menos 91 pessoas morreram e mais de 238 sofreram ferimentos.

Agora, advogados dos sobreviventes e familiares das vítimas exigem que o governo anule uma lei adotada em 1961 que proíbe indenizações ou o processamento dos responsáveis.

Abram Mokofeng tinha 20 anos quando sobreviveu ao massacre. Naquele dia, foi ferido por dois tiros, um em um pé e outro nas costas, onde a bala continua incrustada.

Cercado por sua filha e dois netos, Mokofeng, que agora tem 87 anos, relatou que na época protestavam contra uma lei que obrigava os sul-africanos negros a carregar uma caderneta de passe o tempo todo.

"A intenção era nos entregar para que nos prendessem porque não tínhamos o passe", relatou, antes que ativistas recriassem o massacre.

Charne Tracey, do grupo Lawyers for Human Rights (Advogados pelos Direitos Humanos) explicou que "os demandantes querem estabelecer um diálogo com o governo (...) para discutir reparações apropriadas".

Para Mpai Chabane, de 39 anos, a ação judicial também tem a ver com a perda de entes queridos. Sua avó, Martha Thinane, estava entre os mortos.

"É realmente triste e dilacerante", disse à AFP. "Nos tiraram nossa avó. Minha mãe tinha apenas quatro anos quando perdeu sua mãe".

Sello Theodore, de 86 anos, outro sobrevivente, disse que a violência o deixou profundamente marcado. "Meu coração está dolorido", afirmou.

Após o fim oficial do apartheid com as primeiras eleições, em 1994, o dia do massacre foi declarado Dia dos Direitos Humanos.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

ho/br/ahg/erl/rm/aa

Tópicos relacionados:

africa-do-sul historia manifestacao massacre

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay