Internacional

Emissões da China caem no segundo trimestre devido à guerra no Irã

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As emissões de dióxido de carbono da China, que contribuem para o aquecimento global, caíram no segundo trimestre do ano devido ao menor consumo de petróleo como consequência da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, revelou uma análise publicada nesta quinta-feira (3).

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Já haviam caído anteriormente, mas no período entre abril e junho isso ocorreu, pela primeira vez, devido a uma queda no consumo de petróleo, segundo uma análise do Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA), publicada pela Carbon Brief.

As emissões de CO? foram reduzidas em 1% no segundo trimestre, segundo o relatório, com uma queda de 9% no consumo de petróleo geral e de 16% no setor do transporte, segundo os dados do governo chinês.

A situação "validou de forma muito clara a estratégia de segurança energética da China e, em especial, o papel da eletrificação", declarou Lauri Myllyvyrta, cofundador e analista principal do CREA, à AFP.

As graves perturbações no tráfego pelo crucial Estreito de Ormuz afetaram o transporte de petróleo para a China, a segunda economia mais importante do mundo e principal importadora de petróleo.

Myllyvyrta explicou à AFP que os mais de seis meses de guerra entre os Estados Unidos e o Irã aceleraram a adoção da eletricidade na China em setores que tradicionalmente são grandes consumidores de combustível, como a construção e a mineração.

"É muito provável que este tipo de mudança se mantenha", afirmou.

A China é a maior emissora, responsável por mais de 30% dos gases de efeito estufa em nível mundial. O governo estabeleceu a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

Embora as emissões tenham caído no segundo trimestre, elas aumentaram 2% no primeiro, segundo dados do CREA, o que deixou os níveis "ligeiramente em alta durante o primeiro semestre do ano".

Nesta semana, as autoridades chinesas anunciaram que a capacidade de energia solar do país superou a gerada pelo carvão.

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pfc/ami/erl/ahg/rm/aa

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