Esposa de Netanyahu compartilha teoria da conspiração sobre líder opositor
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Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, afirmou que um líder da oposição tinha conhecimento do plano para o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 antes que acontecesse.
As declarações, que provocaram indignação em toda a oposição israelense, evidenciam a profunda polarização política do país antes das eleições de 27 de outubro.
Em uma entrevista exibida na televisão na noite de segunda-feira, Sara Netanyahu atacou Yair Golan, ex-subcomandante chefe do Estado-Maior e líder do partido de centro-esquerda Democratas.
Ela sugeriu que Golan já estava "vestido e preparado" no amanhecer de 7 de outubro de 2023, "enquanto outros não sabiam de nada, incluindo o primeiro-ministro".
O partido de Golan respondeu que condena de modo veemente as declarações "vis e enganosas".
"Divulgar teorias da conspiração contra o general de divisão Yair Golan e manchar sua heroica atuação em 7 de outubro é ultrapassar uma linha vermelha que beira a insanidade", escreveu no X.
Gadi Eisenkot, ex-comandante do Exército e agora favorito para enfrentar Netanyahu, atacou a "louca teoria da conspiração de traição" difundida pela esposa do primeiro-ministro, cujos comentários "têm como propósito atiçar o ódio e perpetuar o mandato de Netanyahu".
As acusações de Sara Netanyahu refletem teorias da conspiração recorrentes em parte da classe política israelense.
Segundo uma pesquisa realizada para o Canal 13 em agosto, 40% dos israelenses - e 63% dos eleitores da atual coalizão de direita - acreditam que uma traição interna levou ao ataque de 7 de outubro, o dia mais letal da história de Israel.
Netanyahu, o primeiro-ministro que governou Israel por mais tempo, afirmou que no dia do ataque os responsáveis pela segurança deveriam tê-lo acordado.
O ataque do Hamas contra Israel matou 1.221 pessoas, segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais israelenses. Os milicianos também fizeram 251 reféns — 44 deles morreram — e os levaram para Gaza.
Israel respondeu com uma ofensiva em larga escala em Gaza que matou mais de 73.400 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, que opera sob a autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
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