Internacional

Coreia do Norte considera exercícios militares de EUA e aliados uma 'ameaça'

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A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (31) que os exercícios marítimos da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Japão, previstos para setembro, constituem uma "ameaça" para o país, ao classificar Washington como hostil.

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Os exercícios e a oposição da Coreia do Norte às manobras acontecem em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, incentiva a organização de um novo encontro com o líder norte-coreano Kim Jong Un. 

Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão realizarão o exercício 'Freedom Edge', centrado na Coreia do Norte, de 7 a 11 de setembro em águas internacionais ao leste e ao sul da ilha sul-coreana de Jeju. Seul afirma que a operação tem caráter defensivo.

"O Exército norte-americano anunciou o plano de realizar os exercícios militares conjuntos multidomínio EUA-Japão-ROK 'Freedom Edge', que constituem uma ameaça para a RPDC e os países da região", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias KCNA, utilizando as siglas do nome oficial do Norte.

Washington "está perpetrando espionagem aérea e outras provocações militares anti-RPDC, uma após a outra", acrescenta a nota. "A administração Trump voltou a reconfirmar plenamente sua invariável política hostil de violar de forma desenfreada a soberania, o sistema político e os interesses de segurança da RPDC".

Neste contexto, o arsenal de armas nucleares da Coreia do Norte é "a opção mais responsável e correta para garantir a paz e a segurança regionais", declarou o porta-voz da pasta, que qualificou as armas nucleares como "garantia absoluta para defender sua soberania".

Isso acontece depois que Seul e Washington concluíram um de seus principais exercícios anuais, o 'Ulchi Freedom Shield', que Trump ordenou reduzir — passando de 11 para cinco dias —, alegando os elevados custos e sua boa relação com Kim.

Apesar dos gestos de Trump, a Coreia do Norte mostrou poucos sinais de reciprocidade, lançando mísseis e condenando tanto os exercícios como a aprovação, por parte de Washington, da venda de armas à Coreia do Sul e dos planos de financiar programas para documentar os abusos contra os direitos humanos no Norte.

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kjk/jm/mjw/pb/ahg/fp

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