Internacional

Maior dissidência das Farc reivindica sequestro de militar da Legião Estrangeira da França

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Os rebeldes do Estado-Maior Central, a principal dissidência da extinta guerrilha das Farc, reivindicaram neste domingo (30) o sequestro de um militar colombiano que faz parte da Legião Estrangeira da França e afirmaram que ele "está vivo".

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O militar foi feito refém em 6 de agosto, quando transitava por uma estrada do departamento de Nariño, no sudoeste do país, dominado por grupos armados que se financiam com o narcotráfico, a mineração ilegal e outros crimes.

Unidades do Estado-Maior Central (EMC) "interceptaram e fizeram prisioneiro o cabo José Olger Melo Charry, membro ativo do Exército francês e pertencente à Legião Estrangeira", afirmou a guerrilha em um comunicado em francês, cuja veracidade foi confirmada à AFP por uma fonte policial.

"Ele está vivo, em perfeito estado de saúde, e recebeu atendimento médico e alimentação adequados", acrescentou a dissidência.

O homem tinha uma autorização que lhe permitia permanecer no território metropolitano francês, mas não viajar para a Colômbia, segundo o Ministério da Defesa francês.

O cabo, de 34 ou 35 anos, havia chegado à Colômbia um dia antes do sequestro e viajava com uma mulher que também foi feita refém e libertada horas depois, segundo as autoridades de Nariño.

O EMC, comandado pelo guerrilheiro conhecido como Iván Mordisco, o mais procurado da Colômbia, condicionou a segurança do refém à suspensão dos ataques das forças de segurança contra suas fileiras.

Sua "integridade física está plenamente garantida enquanto não for realizada nenhuma operação militar hostil na região" onde ele foi sequestrado, afirmou.

A dissidência responsabilizou o novo presidente de direita, Abelardo De la Espriella, por "qualquer tentativa de operação de resgate militar que coloque em perigo a vida do prisioneiro de guerra" e ameaçou que "qualquer ação militar receberá uma resposta".

O Exército colombiano suspeita que Melo Charry permaneça junto a outros militares colombianos sequestrados em uma montanha dos Andes.

A Colômbia vive a pior onda de violência da última década, após a assinatura do acordo de paz de 2016, que desmobilizou a maior parte das Farc.

O EMC rejeitou o pacto e, junto a outros grupos, desafia o governo de De la Espriella, no poder desde 7 de agosto com uma política de mão dura contra as máfias do narcotráfico.

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sp/lv/lb/am

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