Djokovic desafiará a lógica mais uma vez em sua 20ª participação no US Open
compartilhe
SIGA
Novak Djokovic está de volta ao US Open, onde conquistou seu último título de Grand Slam, com uma oportunidade única de alcançar seu principal objetivo: o 25º troféu de Major, que lhe daria o recorde absoluto do tênis.
A partir deste domingo (30), Djokovic fará uma nova tentativa em Nova York de quebrar o empate de 24 títulos com a australiana Margaret Court.
Será a 20ª participação do sérvio no US Open, palco onde igualou a marca de Court em 2023, uma temporada em que devorou quase todos os principais títulos.
Somente o espanhol Carlos Alcaraz, que o derrubou em uma memorável final em Wimbledon, impediu 'Nole' de conquistar os quatro Grand Slams naquele ano.
Em Nova York, Djokovic comemorou sua vitória na final contra Daniil Medvedev com um casaco que trazia o número 24, em alusão ao 24º Grand Slam.
Naquela noite, parecia inevitável que ele encerraria sua carreira com o recorde de títulos, mas depois de três anos, o casaco com o número 25 continua guardado no armário.
Djokovic, assim como os demais jogadores do circuito, se tornou vítima da nova supremacia imposta por Alcaraz e o italiano Jannik Sinner.
Fiel ao seu espírito indomável, o sérvio tem buscado desafiar a hegemonia do novo "Big 2", assim como fez no início de sua carreira contra o domínio de Roger Federer e Rafael Nadal.
Desde 2024, ele fez 11 tentativas de quebrar o recorde, sendo eliminado antes das semifinais apenas três vezes.
No início deste ano, Djokovic conseguiu vencer Sinner e chegar à final do Aberto da Austrália, mas foi derrotado por Alcaraz quando estava a apenas dois sets do tão cobiçado título.
- "Sempre existe uma chance" -
Apesar das dúvidas persistentes, as circunstâncias em Nova York podem ser mais favoráveis do que nunca para o feito que Djokovic persegue.
Pela primeira vez, os dois principais nomes do circuito sofreram com problemas físicos. Sinner ficará afastado devido a uma lesão no joelho, enquanto Alcaraz retorna após mais de quatro meses de inatividade por conta de um problema no punho.
Em Flushing Meadows, não faltarão candidatos em busca de aproveitar essa oportunidade, como Alexander Zverev ou os jovens Ben Shelton e Arthur Fils, mas o maior obstáculo que Djokovic poderá enfrentar é o seu próprio físico e a própria lógica
Nenhum jogador conquistou um Grand Slam aos 39 anos. O campeão mais velho continua sendo o australiano Ken Rosewall, que venceu o Aberto da Austrália em 1972, aos 37 anos.
A preparação de Djokovic também não transcorreu como o esperado. Após a derrota na semifinal para Sinner em Wimbledon, em julho, ele desistiu do Masters 1000 de Montreal e foi derrotado em sua estreia em Cincinnati pelo argentino Thiago Tirante, uma partida na qual não conseguiu suportar o calor sufocante.
No verão de Nova York, onde já foi campeão quatro vezes, o sérvio fará sua estreia no domingo contra outro argentino, Mariano Navone.
Por enquanto, ninguém ousa descartar uma última investida do "lobo de Belgrado", especialmente aqueles que mais sofreram nas mãos dele ao longo de sua carreira.
"Eu sempre penso que, enquanto ele [Djokovic] estiver na chave, existe uma chance", declarou Federer nesta semana.
"Essa também é uma das razões pelas quais ele continua jogando, porque ele certamente acredita que ainda consegue", concluiu o ex-tenista suíço.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
gbv/dam/cb