EUA propõe estender embargo de armas em Darfur para todo o Sudão
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Os Estados Unidos pediram nesta segunda-feira (24) ao Conselho de Segurança da ONU que amplie o embargo de armas que pesa sobre a região de Darfur para todo o território sudanês, argumentando que o brutal conflito pode alcançar outros países da região.
A guerra no Sudão, agora em seu quarto ano, já causou dezenas de milhares de mortes e deslocou milhões de pessoas. O Exército domina as áreas central e oriental do Sudão, enquanto a região de Darfur, no oeste, e partes do sul estão sob o controle das Forças de Apoio Rápido (FAR).
O embargo de armas sobre Darfur, em vigor há mais de duas décadas, expirará em 12 de setembro de 2026 se um novo acordo não for alcançado antes disso.
A ampliação das restrições para todo o Sudão requer uma votação do Conselho de Segurança da ONU. A Rússia — que tem poder de veto — alertou nesta segunda-feira contra novas medidas que afetariam o Exército sudanês.
O enviado americano Massad Boulos pediu ao Conselho que tome medidas para limitar o "apoio externo" ao conflito, que "corre o risco de envolver ainda mais atores regionais e países vizinhos no conflito do Sudão".
A medida incluiria os drones no regime de restrições de armas e aumentaria o número de especialistas que supervisionam o embargo existente.
O chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, acrescentou que "nas últimas semanas, os combates no Sudão foram caracterizados pelo uso intenso de drones e confrontos terrestres".
Darfur, uma vasta região ocidental do tamanho da França, sofreu alguns dos piores episódios de violência, com repetidos massacres étnicos.
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