RD Congo e grupo armado M23 anunciam mapa do caminho para negociações de paz
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A República Democrática do Congo (RDC) e o grupo armado M23, apoiado por Ruanda, concordaram com um mapa do caminho para iniciar negociações de paz, segundo uma declaração conjunta divulgada pelo governo da Suíça, sede das conversações entre as duas partes.
O governo e o movimento insurgente elaboraram, com os mediadores, "um mapa do caminho que estabelece etapas sequenciais e prazos para as negociações no âmbito do acordo de Doha"
O acordo de paz, assinado no fim de 2025 com mediação dos Estados Unidos, não conseguiu frear os combates que devastam o leste da RDC, uma região rica em recursos naturais, onde o M23 tomou o controle de grandes cidades em 2025.
O governo congolês acusa a vizinha Ruanda de apoiar o grupo armado, que nunca reconheceu vínculos com Kigali e afirma querer derrubar o presidente da RDC, Félix Tshisekedi.
Após uma nova rodada de conversações celebrada na Suíça na semana passada, as duas partes e os mediadores anunciaram que traçaram um novo mapa do caminho.
O comunicado afirma que as partes "comprometeram-se a demonstrar flexibilidade e criatividade dentro da estrutura existente" e "reafirmaram seu compromisso de efetuar negociações voltadas para uma paz integral e para a resolução do conflito".
As conversações, que aconteceram a portas fechadas de 17 a 21 de agosto, incluíram representantes dos Estados Unidos, Catar, Suíça, da Comissão da União Africana e de Togo, que atuou como mediador da União Africana.
As duas partes afirmaram que "concordaram com a importância de um método padronizado para informar as acusações de violações do cessar-fogo".
Segundo o comunicado, uma primeira missão de verificação do cessar-fogo chegará na segunda-feira a Minembwe, em Kivu do Sul, uma província na fronteira com Ruanda onde o M23 atua.
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