Apenas 3% das terras agrícolas de Gaza estão intactas e acessíveis (ONU)
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Apenas 3% das terras cultiváveis da Faixa de Gaza permanecem intactas e acessíveis para os agricultores, uma situação crítica que se deve principalmente à ampliação das zonas de exclusão militar, advertiu a ONU nesta terça-feira (18).
Segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Centro de Satélites das Nações Unidas (UNOSAT), esse recente agravamento se explica, entre outras coisas, pela drástica restrição do acesso aos campos, devido ao deslocamento para o oeste da "linha amarela" que separa a zona de cessar-fogo da área controlada pelo Exército israelense.
De acordo com essa nova avaliação geoespacial, baseada em dados coletados no final de junho de 2026, a área agrícola que é ao mesmo tempo aproveitável e não está danificada despencou, passando de 601 hectares em outubro de 2025 para apenas 448 no final de junho de 2026, o que representa uma queda de 25,5% em oito meses.
Em todo o território palestino, 27% das terras agrícolas continuam fisicamente acessíveis, mas quase a totalidade da área sofreu danos graves que exigem trabalhos intensos de reabilitação.
As estufas também foram afetadas e apenas 16,6% delas continuam utilizáveis.
A situação é especialmente dramática na região de Rafah (sul), onde mais de 97% das terras cultiváveis estão inacessíveis.
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