"Passaporte para o futuro", diz Lula sobre petróleo descoberto na Foz do Amazonas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou nesta segunda-feira (17) como "passaporte para o futuro" o petróleo recém-descoberto na Foz da Amazônia, um megaprojeto criticado por ambientalistas.
A Petrobras iniciou essa perfuração no litoral do Amapá em outubro de 2025, após cinco anos de trâmites para obter uma licença ambiental.
"Vou guardar num cofre, é tão bom, tão cheiroso", disse Lula enquanto exibia um pequeno frasco com uma amostra de petróleo bruto após visitar a embarcação que encontrou petróleo em alto-mar na semana passada.
O presidente afirmou que pretende que o Brasil lidere a luta contra o aquecimento global.
Mas recebe críticas de organizações ambientalistas por esse projeto de exploração em uma área marítima da Margem Equatorial, a 175 km da costa do Amapá.
O petróleo descoberto é "um passaporte para o futuro desse país, e quando falo isso não estou negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustíveis fósseis", afirmou Lula na base de operações da Petrobras, vestido com um macacão laranja da gigante estatal.
Ele defendeu que se trata de um "petróleo muito chique" e que explorar as novas reservas fortalecerá a soberania nacional.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, explicou que ainda faltam entre 15 e 20 dias de perfuração para medir o tamanho da descoberta.
Também faltam estudos para determinar se a descoberta pode ser classificada como "comercial", embora haja motivos para estar "extremamente otimista", disse Chambriard.
Segundo Lula, o dinheiro da exploração petrolífera é necessário para financiar a transição energética.
A ciência adverte que os combustíveis fósseis são a principal causa do aquecimento global.
A concessão de uma licença à Petrobras para a exploração indignou ambientalistas em outubro, que veem o projeto como um risco para uma região rica em biodiversidade diante da costa da maior floresta tropical do mundo.
A descoberta de petróleo "não resolve os problemas registrados no licenciamento ambiental", disse à AFP Suely Araújo, coordenadora da rede de ONGs Observatório do Clima.
Segundo a especialista, as populações nativas da região não foram consultadas antes da autorização das perfurações e houve erros nos cálculos das consequências de um eventual vazamento.
Lula, de 80 anos, buscará um quarto mandato nas eleições de outubro.
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ffb/app/cr/am