Chefe de delegação opositora exige libertação de todos os presos políticos na Venezuela
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Dinorah Figuera, chefe da delegação opositora na mesa de diálogo com o governo interino da Venezuela, exigiu neste domingo (16) a libertação de todos os presos políticos, após o anúncio oficial da soltura de um novo grupo de pessoas.
O governo da presidente Delcy Rodríguez afirmou na sexta-feira que libertaria 131 pessoas detidas por razões políticas, mas ONGs alertam que centenas ainda permanecem nas prisões.
Rodríguez, que governa sob forte pressão dos Estados Unidos, promoveu uma lei de anistia em janeiro, após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, mas o processo de libertação tem sido lento.
"É uma exigência nacional fundamental que todos os presos políticos sejam libertados e que sua liberdade seja plena", disse Figuera na rede social X. "Em um país que avança rumo à transição democrática, não deve haver presos políticos", enfatizou.
Até este domingo, a ONG Foro Penal afirmou ter confirmado a libertação de 78 presos políticos, número inferior ao anunciado na sexta-feira pelo governo.
"É urgente esclarecer os números oficiais, em contraste com os verificados pelas organizações de direitos humanos que acompanham o processo", alertou Figuera.
O processo ocorre paralelamente às negociações entre um setor da oposição e o governo, mediadas pelos Estados Unidos, que buscam uma transição e a realização posterior de eleições.
Na primeira etapa do diálogo, liderado por Figuera e pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, as partes concordaram com uma reforma completa do sistema de Justiça e com a recuperação de ativos venezuelanos no exterior.
"Permanecemos vigilantes e nos esforçamos para garantir as libertações", acrescentou Figuera.
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, afirmou recentemente que as libertações são um "passo crucial para o processo de reconciliação da nação".
Rubio afirmou que, desde a anistia, cerca de 1.046 pessoas detidas por razões políticas deixaram as prisões. A presidente venezuelana confirmou o número no sábado.
Gonzalo Himiob, diretor do Foro Penal, disse à AFP que, nos registros da organização, são "988 confirmados. Mas ainda é preciso esperar um pouco para ver como termina esta rodada".
A ONG informou na segunda-feira passada que ainda havia 391 presos políticos na Venezuela. A maioria das pessoas libertadas não tem liberdade plena.
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