Empresa chinesa inaugura rota marítima comercial regular através do Ártico
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Uma empresa chinesa vai inaugurar no sábado (15) o primeiro serviço regular de transporte de contêineres para a Europa através do Ártico, que permanecerá em operação até outubro, apesar da preocupação com o impacto que o aumento do tráfego comercial pode ter sobre o degelo na região.
O grupo Sea Legend já efetuou, em 2025, uma primeira viagem marítima direta em porta-contêineres entre a China e a Europa pela Rota Marítima do Norte (NSR), ao longo das costas da Rússia.
Na ocasião, o navio partiu do porto chinês de Ningbo (leste) e chegou ao porto britânico de Felixstowe (sudoeste) em 20 dias, segundo a empresa, quase metade do tempo necessário para percorrer o trajeto pelo sul, passando pelo Oceano Índico, pelo Canal de Suez e pelo Mediterrâneo.
Agora, a Sea Legend pretende se tornar a primeira companhia a operar durante sete semanas, até 3 de outubro, um serviço regular de transporte de contêineres para a Europa, com uma saída a cada sábado.
O navio Dubai Tower partirá de Ningbo com destino a Felixstowe na madrugada de sábado para domingo, afirmou à AFP um funcionário do porto de Ningbo Zhoushan.
A janela de tempo escolhida "corresponde, em termos gerais, ao período durante o qual os navios podem esperar seguir o trajeto sem a ajuda de quebra-gelos", explicou Niels Rasmussen, analista-chefe da associação de transporte marítimo Bimco.
Outras empresas de transporte marítimo já atravessaram o Ártico. A primeira travessia do tipo foi realizada em 2018 pela companhia dinamarquesa Maersk.
A rota desperta cada vez mais interesse, e a NSR registrou um recorde de 23 travessias em 2025, contra 15 do ano anterior, segundo uma análise da seguradora Allianz Commercial publicada em junho.
Porém, gigantes do setor como CMA CGM e Hapag-Lloyd, com sedes na França e na Alemanha, respectivamente, assinaram um compromisso para evitar as rotas do Ártico, incluindo a Rota Marítima do Norte (NSR).
"O aumento do tráfego marítimo nas rotas árticas representa um risco considerável e pode ter consequências ambientais devastadoras", alerta em seu site a ONG Ocean Conservancy, que promove a iniciativa de compromisso entre armadores e grandes marcas.
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