Líbano condena destruição “sistemática” promovida por Israel no sul do país
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O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou nesta quarta-feira (12) a destruição “sistemática” do sul do país, onde Israel afirmou estar demolindo “todas as casas” na área sob controle de seu exército.
Salam declarou que os “ataques, incursões, demolições e a destruição sistemática de moradias”, da infraestrutura, de prédios governamentais e de locais de culto por parte de Israel “representam uma grave violação dos princípios e normas do direito internacional e do direito internacional humanitário”.
“Afirmar que as aldeias e cidades ‘são integralmente instalações militares’ não resiste a nenhuma lógica e não pode ser usado como justificativa para destruí-las, deslocar seus habitantes e impedi-los de retornar”, acrescentou em comunicado.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, visitou o sul do Líbano nesta quarta e prometeu manter tropas na chamada “zona de segurança”, afirmando que o Exército israelense estava “destruindo a infraestrutura subterrânea” e “todas as casas”.
O movimento islamista Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em março ao atacar Israel, que respondeu com intensos bombardeios e uma invasão terrestre que, segundo as autoridades libanesas, já causaram mais de 4.300 mortes.
Um acordo-quadro alcançado no fim de junho entre Líbano e Israel, com mediação de Washington, prevê o desarmamento do grupo apoiado pelo Irã, a retirada gradual das forças israelenses do sul libanês e o envio do Exército de Beirute para a região, começando por “zonas-piloto”.
Questionado sobre as declarações de Katz, um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos respondeu que Washington “espera que todas as partes atuem de maneira compatível com o acordo-quadro que aceitaram, e Israel declarou claramente que não tem ambições territoriais no Líbano”.
“Uma presença militar permanente no sul do Líbano não é compatível com os compromissos assumidos no acordo-quadro, nem com a paz e a segurança de longo prazo de ambos os Estados”, acrescentou o funcionário em um e-mail enviado à AFP.
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