Discord entra na mira das autoridades brasileiras
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A plataforma Discord, muito popular entre adolescentes, está na mira das autoridades brasileiras após um caso de suicídio que comoveu o país, a ponto de a primeira-dama Janja defender a desativação da rede social.
Na semana passada, foram apreendidos, em vários estados, cinco adolescentes suspeitos de envolvimento com o suicídio de uma menina de 13 anos ocorrido em junho no Mato Grosso do Sul.
Segundo os investigadores, a menor teria sido incentivada a se automutilar e a cometer suicídio durante uma transmissão ao vivo no Discord.
Em comunicado enviado à AFP nesta terça-feira (11), a plataforma afirmou que está "cooperando com as autoridades policiais na investigação deste grave caso".
"O Discord investigou um servidor privado no qual acredita-se que indivíduos envolvidos em atividades criminosas tenham incentivado a automutilação e o desativou antes da morte da adolescente", declarou.
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou à AFP nesta terça ter recebido, a seu pedido, uma proposta do Discord para adotar medidas "destinadas a reforçar a segurança dos usuários, especialmente de crianças e adolescentes".
A AGU analisará a proposta e a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos para adequar a plataforma às exigências da legislação brasileira.
Porém, a "busca por uma solução consensual não afasta a possibilidade de adoção, pela União, das medidas administrativas e judiciais cabíveis", disse o órgão.
Durante uma reunião na sexta-feira com representantes do Discord, a AGU havia exigido a implementação de medidas, sobretudo em relação à verificação da idade dos usuários.
Uma lei que entrou em vigor em março no Brasil obriga as plataformas a vincular as contas de menores de 16 anos às de seus pais e a verificar a idade dos usuários.
Janja havia defendido o bloqueio do Discord no país após a divulgação do caso do suicídio da jovem.
"A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma (...) A gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar", declarou a primeira-dama durante uma cerimônia em Brasília.
A plataforma afirma ter mais de 90 milhões de usuários ativos por dia em todo o mundo.
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