Wall Street recua por expectativa com alta do petróleo e dados da inflação nos EUA
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A bolsa de Nova York fechou em leve queda nesta segunda-feira (10), após nova alta dos preços do petróleo e à espera da publicação dos dados da inflação americana para julho.
O índice Dow Jones recuou 0,11%, enquanto o Nasdaq perdeu 0,32% e o índice ampliado S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas cotadas em Wall Street, fechou perto do equilíbrio (-0,06%).
"Os preços do petróleo cru escalaram ao longo de toda a sessão, atenuando, assim, a força do mercado acionário", resumiram analistas da Briefing.com.
O petróleo fechou em queda de quase 5% nesta segunda-feira, devido aos temores de um novo impasse diplomático entre Washington e Teerã, que propõem novas condições para desbloquear o estratégico Estreito de Ormuz.
Parte dos investidores tentam, no entanto, "ignorar a situação no Golfo", opinou Steve Sosnick, da Interactive Brokers.
Eles preferem se concentrar na publicação, na quarta-feira, do índice de preços ao consumo para o mês de julho, seguido, na quinta-feira, do índice de preços à produção.
Os mercados antecipam uma leve desaceleração da inflação nos Estados Unidos, enquanto o mercado de trabalho americano deu sinais de fragilidade recentemente.
Se este cenário se confirmar, "reforçaria a ideia de que o Fed (Federal Reserve, banco central americano) pode se permitir seguir sendo paciente" antes de aumentar seus juros, avalia Daniela Hathorn, analista da Capital.com.
Por enquanto, os operadores seguem divididos: cerca da metade continua apostando em um corte dos juros em setembro, segundo a ferramenta de monitoramento CME FedWatch.
Do lado empresarial, a Intel fechou em queda (-4,06%, a 97,52 dólares) depois de revelar sua intenção de arrecadar 15 bilhões de dólares mediante a emissão de novas ações.
O especialista em chips Nvidia perdeu 2,86%, a 217,55 dólares, após informações veiculadas pela imprensa de que poderia se associar com alguns gigantes financeiros de Wall Street, entre eles Apollo Global, Blackstone e Goldman Sachs, em um plano de investimentos de 500 bilhões de dólares em infraestruturas de inteligência artificial.
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