Internacional

Rebeldes matam 58 soldados das forças governamentais no Iêmen

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Pelo menos 58 integrantes das forças governamentais do Iêmen morreram nesta quinta-feira (6) em ataques com drones e mísseis realizados por rebeldes huthis, no episódio mais letal desde a trégua firmada entre os dois lados em 2022.

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As Forças Armadas responderão a essa “agressão no momento e no local apropriados”, prometeu o Ministério da Defesa do governo iemenita, reconhecido pela comunidade internacional.

Os huthis, apoiados pelo Irã, afirmaram ter agido em resposta ao reforço recente, segundo eles, das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita. Uma fonte militar informou à AFP que houve 58 mortos e “dezenas de feridos”, após um balanço inicial divulgado por fontes médicas apontar 38 mortos e 29 feridos.

Segundo uma autoridade militar, um acampamento das Forças Armadas na região de Al-Ruwaik, na província de Marib, centro do Iêmen, foi atingido, assim como bases nas áreas de Al-Abr e Al-Wadiah, em Hadramaut, próximo à fronteira com a Arábia Saudita.

Esses foram os ataques mais letais desde o cessar-fogo de 2022, que encerrou mais de sete anos de uma guerra devastadora no país mais pobre da Península Arábica. "Nossas forças armadas realizaram uma operação de grande escala contra concentrações de tropas inimigas”, disse um porta-voz do grupo, Yahya Saree, ao denunciar um “grande reforço militar saudita”. Ele também advertiu que os rebeldes permanecem “prontos em caso de escalada”.

- Ataques contra petroleiros -

Mergulhado em um conflito há mais de uma década, o Iêmen tornou-se no mês passado a mais recente frente da disputa entre Estados Unidos e Irã, após os huthis romperem a trégua de 2022 com o governo iemenita.

Os rebeldes afirmaram ontem ter atacado dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, no contexto do bloqueio que anunciaram em julho contra a frota saudita. A medida ameaça a capacidade da Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo, de transportar sua produção para os mercados internacionais, após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Os rebeldes iemenitas também atacam a infraestrutura saudita, enquanto Riade responde com operações contra suas posições.

No mês passado, os huthis receberam um avião iraniano diretamente em Sanaa, capital do Iêmen, desencadeando ataques de retaliação. Em seguida, anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e passaram a atacar seus petroleiros.

Os huthis estão em guerra contra o governo desde 2014, um conflito que provocou centenas de milhares de mortes e desencadeou uma crise humanitária no país.

Os rebeldes controlam Sanaa e grande parte do norte do Iêmen, enquanto o governo reconhecido internacionalmente mantém o controle de extensas áreas do sul do país.

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