Diálogos com oposição são 'lucro' para estabilidade da Venezuela, diz líder do chavismo
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Os diálogos entre o governo interino e delegados da oposição são um “lucro” para a estabilidade da Venezuela, disse nesta segunda-feira (3) o ministro do Interior e chefe do partido no poder, Diosdado Cabello, ao se referir às negociações apoiadas pelos Estados Unidos.
Sete meses depois da captura do deposto Nicolás Maduro em uma incursão militar americana, delegados da presidente interina, Delcy Rodríguez, e opositores terão uma primeira rodada presencial de diálogos nesta semana em Caracas, em data ainda não divulgada.
As conversas acontecem sem a participação da principal líder da oposição venezuelana e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que afirmou que não irá obstruir o processo.
Os temas a serem tratados no primeiro encontro serão a “atenção” ao duplo terremoto de 24 de junho, que deixou mais de 6 mil mortos, o “fortalecimento da democracia” e “direitos e garantias políticas”.
Machado reivindica a vitória do opositor Edmundo González Urrutia nas eleições de 2024, após as quais Maduro foi proclamado vencedor para um terceiro mandato consecutivo, em meio a denúncias de fraude e protestos que deixaram 28 mortos e mais de 2.400 detidos.
“O que acontece é que há setores opositores que acham que diálogo é capitulação e não é assim; diálogo nós aceitamos dois, três, quatro, cinco, quantos tiverem que ser aceitos com argumentos na mão”, disse Cabello, secretário do Partido Unido Socialista da Venezuela.
“Lembrem que muitos dos que estão aí com os setores da oposição criaram o estatuto da transição para violar a Constituição, agora vêm com esta Constituição na mão; para nós já é lucro, para o país é lucro, para a estabilidade é lucro”, afirmou.
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