Diálogo político na Venezuela começa com primeira rodada presencial na "próxima semana"
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O diálogo entre o governo interino de Delcy Rodríguez e um grupo de opositores apoiados por Washington começará com uma primeira rodada presencial na capital da Venezuela na "próxima semana", informaram as partes neste sábado (1º) em comunicados separados.
Os Estados Unidos mantêm forte pressão sobre o governo de Rodríguez após a captura do presidente Nicolás Maduro em janeiro e impulsionam esse diálogo, que pode resultar em um calendário eleitoral e em futuras eleições.
As conversas, no entanto, acontecem sem a participação da principal líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que afirmou que não vai dificultar o processo.
O chefe da equipe negociadora do governo, Jorge Rodríguez, e a representante dos opositores, a dirigente Dinorah Figuera, conversaram por telefone neste sábado, 1º de agosto, data prevista para o início do processo.
"Nessa conversa, compartilhamos a composição das delegações de trabalho e concordamos em realizar a primeira reunião presencial em Caracas na próxima semana. Também estabelecemos uma agenda de trabalho com metas claras e verificáveis", afirmou Rodríguez em comunicado. Ele também preside o Parlamento e é irmão da presidente interina.
Poucos minutos depois, Figuera divulgou um comunicado com a mesma informação, no qual detalhou três temas que serão discutidos no primeiro encontro: o "atendimento" às consequências do terremoto duplo de 24 de junho, o "fortalecimento da democracia" e "direitos e garantias políticas".
"Agradecemos aos Estados Unidos e ao secretário de Estado Marco Rubio pelo apoio à transição na Venezuela. Este início marca um novo capítulo na luta para construir um futuro digno para todos os venezuelanos", diz o comunicado de Figuera.
Rodríguez e Figuera também divulgaram os nomes de seus negociadores.
No lado governista, destaca-se o ex-chanceler Jorge Arreaza, que neste ano liderou uma comissão encarregada de acompanhar a aplicação de uma histórica lei de anistia para a libertação de presos políticos, dos quais ainda há centenas atrás das grades.
Do lado da oposição, não figuram, como estava previsto, Machado, exilada no Panamá, nem outros nomes de peso da oposição.
Figuera, uma opositora que viveu no exílio, lidera a bancada opositora que conquistou a maioria na Assembleia Nacional em 2015, mas que foi desconsiderada por Maduro. Washington, por sua vez, considerou que ela foi eleita de forma legítima.
Figuera e Jorge Rodríguez realizaram seu primeiro encontro público em junho, dias antes do terremoto duplo que deixou mais de 5.500 mortos.
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atm/lb/cr/am