Ataques russos deixam um morto em Kiev
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Uma pessoa morreu nesta quinta-feira (30) em bombardeios russos contra Kiev, horas após o presidente da Ucrânia alertar para a iminência de um ataque em larga escala, anunciou no aplicativo Telegram a administração militar da capital ucraniana.
"O inimigo ataca a capital com armas balísticas. A ameaça de novos ataques persiste. Permaneçam nos abrigos!", havia escrito antes o prefeito Vitali Klitschko, que relatou incêndios em vários bairros da cidade. Uma repórter da AFP ouviu explosões em Kiev após o alerta aéreo.
A ofensiva acontece após uma advertência feita na véspera pelo presidente Volodymyr Zelensky, o qual afirmou que havia uma "alta probabilidade" de a Rússia lançar um ataque potente durante a noite.
"Os russos prepararam um ataque de grande escala há dias, e há uma alta probabilidade de que ele aconteça nesta noite", indicou Zelensky, na rede social X.
O presidente também reiterou seu pedido para que os aliados da Ucrânia forneçam a Kiev os mísseis necessários para seu sistema de defesa antiaérea.
"Em primeiro lugar, isso diz respeito aos Estados Unidos e aos parceiros que possuem mísseis Patriot e podem fornecê-los para apoiar nossa defesa", declarou.
Zelensky reuniu-se ontem com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um encontro em que discutiram a possibilidade de a Ucrânia produzir mísseis interceptadores Patriot, essenciais para a defesa antiaérea de Kiev.
No começo do mês, Trump manifestou-se disposto a autorizar a Ucrânia a produzir esses mísseis terra-ar, no momento em que a Rússia intensificava seus ataques com mísseis balísticos.
Apenas os sistemas americanos Patriot são capazes de interceptar esses mísseis, mas a Ucrânia enfrenta uma escassez de mísseis interceptadores PAC-3. Essa falta se agravou desde a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro.
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