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Fujimori busca aval do Congresso para enfrentar crime com mão de ferro no Peru

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A nova presidente do Peru, a direitista Keiko Fujimori, presidiu nesta quarta-feira (29) a primeira reunião de seu gabinete ministerial, com o qual decidiu solicitar autorização ao Congresso para editar seus primeiros decretos de endurecimento no combate ao crime.

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Durante a reunião, que durou 90 minutos, foi avaliada "uma série de medidas para fortalecer a segurança pública", segundo comunicado da Presidência peruana.

Fujimori assumiu o poder na terça-feira. Filha do ex-presidente autocrata Alberto Fujimori (1990-2000), ela prometeu durante a campanha enfrentar a criminalidade "com mão de ferro", assim como fez seu pai.

Em seu discurso de posse, a presidente anunciou que as Forças Armadas liderarão o combate ao crime para recuperar o controle interno de áreas onde atuam grupos de extorsão, o narcotráfico e a mineração ilegal.

A proposta encaminhada ao Congresso solicita autorização para que o governo receba poderes legislativos destinados a "enfrentar com firmeza os desafios urgentes do país, permitindo uma resposta do Estado mais ágil e eficaz diante da criminalidade e das necessidades da população", segundo a Presidência.

O Peru, país de 34 milhões de habitantes, enfrenta sua pior crise de segurança desde o conflito armado interno (1980-2000). O número de homicídios passou de mil em 2018 para 2,6 mil em 2025, enquanto as denúncias de extorsão aumentaram de 3,2 mil para 26,5 mil.

"A grande demanda da população (...) é que combatamos a insegurança pública. Tenho certeza de que a oposição apoiará esse pedido", disse à imprensa o chanceler Carlos Espá.

Pela manhã, Fujimori foi reconhecida pelas Forças Armadas e pela Polícia como comandante suprema dessas instituições. Em seguida, participou de um desfile militar em comemoração ao 205º aniversário da independência do Peru.

Na terça-feira, ela anunciou que, além do combate à criminalidade, sua outra prioridade será a prevenção dos impactos do fenômeno climático El Niño, responsável por provocar chuvas intensas, secas e ondas de calor extremo.

Meteorologistas estimam que este será o episódio mais intenso desde 1998, o que poderá afetar a economia e causar graves danos em áreas vulneráveis.

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ljc/gta/cr/am

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