FMI anuncia empréstimo de US$ 1,9 bilhão para a Bolívia
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, nesta quarta-feira (29), um programa de facilidade ampliada (EFF) para a Bolívia no valor de 1,9 bilhão de dólares (9,7 bilhões de reais), com duração de 36 meses.
O pacote, negociado por uma missão do Fundo e sujeito à aprovação do seu conselho executivo, será destinado a "apoiar o programa de reformas econômicas" do governo do presidente Rodrigo Paz, explicou o comunicado.
Os programas de facilidade ampliada são empréstimos concebidos para países-membros do Fundo que enfrentam problemas de balanço de pagamentos de médio prazo e oferecem prazos de reembolso mais longos do que outros instrumentos do organismo.
"Espera-se que o programa apoiado pelo FMI ajude a catalisar financiamento adicional do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e de outros parceiros de desenvolvimento, contribuindo para um pacote de financiamento mais amplo, superior a 5 bilhões de dólares (25,6 bilhões de reais) durante o período do programa", explicou o comunicado.
"A Bolívia tem enfrentado importantes desafios macroeconômicos nos últimos anos", como o déficit fiscal, a queda da produção de petróleo, das reservas em moeda estrangeira e uma inflação elevada, recorda a missão do Fundo que conduziu as negociações, liderada por Joana Pereira.
O conservador Rodrigo Paz assumiu em 8 de novembro de 2025, após 20 anos de governos de esquerda.
Seu mandato foi rapidamente desafiado pela oposição, em particular pelo ex-presidente Evo Morales, foragido da Justiça e refugiado na região cocalera do Chapare, no centro do país.
Protestos nas rodovias conseguiram paralisar o país por mais de sete semanas, entre maio e junho.
"A nova administração colocou em prática um plano decidido de reformas", explica o FMI.
"O programa apoiado pelo FMI foi concebido para sustentar esses esforços, reconstruir a resiliência e ajudar a encaminhar a economia para uma trajetória de crescimento sustentável", acrescentou.
O objetivo de médio prazo é reduzir a relação entre dívida pública e PIB, manter os gastos em proteção social, modernizar o regime monetário e cambial e melhorar a supervisão do setor financeiro e a competitividade, asseguraram os especialistas.
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