UE insta Nicarágua a realizar eleições 'inclusivas'
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A União Europeia instou a Nicarágua, neste sábado (25), a realizar eleições "de acordo com os padrões internacionais", após o copresidente do país, Daniel Ortega, ter aprovado uma reforma para impedir a participação de candidatos da oposição no pleito.
O Congresso nicaraguense, controlado por apoiadores da dupla presidencial, Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, anunciou na quarta-feira que elaborará um pacote de reformas a ser votado em agosto para impedir que "a terrível manipulação de impérios e seus lacaios" interfira nas eleições, afirmou o presidente do Legislativo, Gustavo Porras, referindo-se à oposição.
"Instamos as autoridades a convocarem eleições e a garantirem que elas sejam realizadas conforme planejado originalmente e de forma transparente, inclusiva e credível, em conformidade com os padrões internacionais", declarou a alta representante da UE para as Relações Exteriores, Kaja Kallas.
Kallas, falando em nome dos 27 países da União Europeia, insistiu em "condenar a repressão sistêmica" de Ortega, que está no poder há quase duas décadas, e pediu "diálogo entre o regime e a oposição" para realizar qualquer tipo de reforma eleitoral.
Manágua anunciou na sexta-feira que explicará os pontos dessa reforma a diplomatas estrangeiros, após uma onda de críticas ao governo por sua iniciativa.
Mesmo assim, o Ministério das Relações Exteriores da Nicarágua respondeu duramente neste sábado ao pedido da UE, que descreveu como "intervencionista, imperialista e característico de uma mentalidade e práticas enraizadas em um passado colonial".
"Não somos vassalos de ninguém", acrescentou.
A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro deste ano, mas há um ano e meio uma ampla reforma constitucional estendeu o mandato presidencial de cinco para seis anos, o que significa que as eleições teriam que ser realizadas em novembro de 2027.
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bur-dga/ad/aa