Seis candidatos para dirigir a ONU se enfrentam em debate televisivo
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Os seis candidatos que disputam o comando das Nações Unidas ressaltaram na quinta-feira (23), durante um debate, a importância de recuperar a credibilidade de uma organização em crise, uma semana antes do início oficial do processo de seleção.
Os postulantes enfrentaram por quase duas horas perguntas de diplomatas, funcionários da ONU e representantes da sociedade civil, em um evento realizado no imenso Salão da Assembleia Geral, retransmitido pela Bloomberg.
A chilena Michelle Bachelet, a equatoriana María Fernanda Espinosa, o argentino Rafael Grossi, a costarriquenha Rebeca Grynspan, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett e o senegalês Macky Sall estão na disputa para suceder o secretário-geral António Guterres, que deixará o cargo em 31 de dezembro.
A ONU enfrenta uma profunda crise financeira e de credibilidade, com o governo do presidente americano, Donald Trump, acusando a organização de gastar de forma imprudente e de não alcançar resultados satisfatórios.
Em 30 de julho, os 15 membros do Conselho de Segurança realizarão sua primeira votação a portas fechadas e de forma anônima para expressar suas preferências entre os candidatos. O escolhido assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027.
Em virtude de uma tradição de rotação geográfica que nem sempre é respeitada, a América Latina reivindica desta vez o posto. Sall é o único candidato que não é da região.
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