Wall Street fecha em queda, puxada por tecnológicas e temores sobre o petróleo
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A bolsa de Nova York fechou em forte queda nesta quinta-feira (23), devido às vultosas perdas das gigantes tecnológicas Alphabet e Tesla após a publicação de seus resultados e ao temor de um choque energético de grande magnitude.
O Dow Jones recuou 0,97%, o índice Nasdaq caiu 2,15% e o índice ampliado S&P 500 retrocedeu 1,21%.
Entre as maiores quedas do dia, a Tesla perdeu 14,52%, o correspondente a 200 bilhões de dólares (cerca de R$ 1 trilhão) em capitalização de mercado.
A pioneira dos veículos elétricos anunciou, na quarta-feira, um lucro líquido inferior às expectativas para seu segundo trimestre, apesar de um salto nas vendas.
A empresa do bilionário Elon Musk não foi a única punida pelo mercado.
A Alphabet, matriz do Google, perdeu 6,89% a 318,34 dólares, apesar de um trimestre de forte crescimento durante o qual os ganhos da atividade de computação em nuvem praticamente dobraram em relação ao ano anterior.
Para Bob Lang, do serviço de investimentos Explosive Options, a empresa sofreu por seu apetite pela inteligência artificial, para a qual prevê gastos cada vez mais vultosos.
A Alphabet "não tem outra opção que gastar mais para se manter no nível de suas concorrentes", opinou.
"A corrida pela monetização, (por) a potência de cálculo (...) se intensifica, enquanto as perspectivas de rentabilidade seguem sendo, no melhor dos casos, incertas", afirma Jose Torres, da plataforma Interactive Brokers.
O movimento de venda foi de grande amplitude: cerca de 800 bilhões de dólares (cerca de R$ 4 trilhões) em capitalização de mercado evaporaram entre as Sete Magníficas, as grandes companhias de tecnologia americanas.
A volatilidade do mercado também aumento devido à "escalada das tensões geopolíticas", observou Torres.
Irã e Estados Unidos afirmam estar decididos a continuar com seus ataques, enquanto uma nova frente foi aberta no Mar Vermelho por parte dos rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã.
Neste contexto, o barril de Brent, referência internacional para o petróleo, foi cotado acima dos 100 dólares, o que não acontecia desde maio.
Estes ventos contrários ofuscaram a boa acolhida com que foram recebidos os resultados trimestrais de um bom número de empresas.
O grupo de defesa Lockheed Martin (+10,54%, a 568,59 dólares) foi o mais procurado após a revisão para cima de suas previsões anuais, beneficiando-se em particular da produção de munições.
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