EUA sanciona ministro da Saúde cubano e rede de brigadas médicas no exterior
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Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), sanções contra o ministro da Saúde cubano, Jose Ángel Portal Miranda, e a rede de brigadas médicas no exterior, a principal fonte de divisas do governo comunista.
As sanções também afetam três entidades cubanas do setor energético e outras quatro associadas ao conglomerado militar e empresarial Gaesa, que tinham mudado seu estatuto ou sido transferidas para tentar evitar sanções prévias, explicou o Departamento de Estado em um comunicado.
Segundo dados oficiais, o envio de brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de receita do governo comunista cubano, com 7 bilhões de dólares em 2025 (R$ 38,5 bilhões, na cotação da época).
No ano passado, cerca de 24.000 médicos e outros profissionais da saúde cubanos trabalhavam em 56 países.
Mas nos últimos meses, Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana finalizaram estes acordos que, em alguns casos, permitiram a mobilização de pessoal de saúde cubano por mais de 25 anos.
Washington passa agora a sancionar financeiramente a Unidade Central de Cooperação Médica, sua diretora, Gretza Sánchez Padrón, e a Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, assim como o ministro da Saúde Pública, no cargo desde 2018.
O Departamento de Estado considera estas brigadas uma forma de "tráfico de seres humanos" e de "exploração".
"As autoridades cubanas exploram leis e condições econômicas inerentemente coercitivas para manipular ou obrigar os trabalhadores a se incorporarem e permanecerem em programas de exploração de mão de obra", diz o comunicado.
Cuba assegura que estas acusações são infundadas e que as missões médicas eram apreciadas nos países anfitriões.
As empresas vinculadas ao Gaesa sancionadas são o Terminal de Contêineres de Mariel, Coral Marítima, Ceiba Investments e Orbit.
As empresas do setor de energia afetadas são o Centro de Investigações do Petróleo, Empresa de Energia, que importa gás e lubrificantes, e outra importadora, a Einarbo.
Entrar na lista de sancionados da OFAC significa que estes indivíduos ou empresas não podem ter bens nos Estados Unidos, nem acessar os serviços financeiros ou econômicos no país.
A administração do presidente americano, Donald Trump, adota uma política de "pressão máxima" contra Cuba, em particular desde a deposição, no começo de janeiro, do presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana.
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