Principal suspeito no desaparecimento de Maddie McCann é alvo de nova investigação
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O principal suspeito no desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann em Portugal, o alemão Christian Brückner, é alvo de uma nova investigação por supostas agressões contra um agente policial, informou, nesta quinta-feira (23), a polícia de Kiel (norte da Alemanha), confirmando uma informação publicada na revista Der Spiegel.
Consultada pela AFP, a polícia da cidade confirmou a abertura, em 6 de junho, de uma investigação por agressão ou resistência contra agentes encarregados de fazer cumprir a lei, incidente no qual um policial ficou ferido.
Segundo a Der Spiegel, Brückner fotografou nesse dia vários agentes que estavam em frente a um supermercado e depois resistiu quando estes lhe pediram que entregasse seu telefone celular.
O policial sofreu uma lesão em um joelho, acrescentou a publicação.
O advogado de Brückner, Philipp Marquort, confirmou o incidente à Der Spiegel, embora tenha acusado a polícia de ter reagido de forma desproporcional.
Em maio, a mesma polícia informou que Brückner também era investigado por lesões voluntárias recíprocas após se envolver em uma briga.
Segundo o jornal Bild, ele tinha reagido à agressão de um desconhecido - supostamente o proprietário de um terreno no qual tinha entrado - antes de ele mesmo chamar a polícia.
Brückner foi posto em liberdade em 17 de setembro de 2025, após cumprir uma pena de sete anos de prisão na Alemanha pelo estupro de uma americana de 72 anos, ocorrida mais de duas décadas antes em Portugal.
Ele nunca foi formalmente acusado no caso "Maddie" por falta de provas suficientes.
Madeleine McCann desapareceu em 2007, aos três anos de idade, de um apartamento de férias, enquanto seus pais jantavam em um restaurante próximo.
Em 2020, inesperadamente os investigadores alemães apontaram Brückner como o principal suspeito, assegurando que dispunham de provas concretas, que finalmente se mostraram insuficientes para apresentar acusações.
Na época do desaparecimento, Brückner residia na costa portuguesa do Algarve, perto do local onde estava hospedada a família McCann, e um telefone celular registrado em seu nome foi localizado nas imediações do apartamento na noite em que a menor desapareceu.
Ele foi absolvido no final de 2024, entre outras acusações, por crimes sexuais contra menores, cometidos nesta mesma região entre 2000 e 2017.
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