Zapatero afirma que joias encontradas em seu cofre são 'presente' de outro país
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O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero afirmou, nesta quinta-feira (23), que as joias encontradas em seu cofre, como parte da investigação sobre suposto tráfico de influência contra ele, foram "um presente" de um país estrangeiro, que ele não identificou.
As joias e os relógios de luxo, um dos aspectos mais divulgados do caso contra o ex-líder socialista, foram descobertos no cofre de seu gabinete e avaliados em 1,3 milhão de euros (7,5 milhões de reais) pelos tribunais.
Essa descoberta levou à acusação de Zapatero por mais dois crimes: fraude fiscal e contrabando.
Tratava-se de "um presente de cortesia pessoal, de muitos anos atrás", disse Zapatero, que foi primeiro-ministro de 2004 a 2011, em entrevista à emissora pública TVE, a primeira desde o anúncio da investigação em meados de maio.
"Não vou dizer o país" de onde vieram, afirmou, argumentando que "a justiça tem que saber primeiro".
Questionado se deveria tê-las recusado, ele respondeu: "Talvez".
"Certamente teria tomado uma decisão diferente nesse momento", acrescentou.
Em junho, Zapatero recusou-se a explicar a origem das joias ao juiz de instrução.
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